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O Natal não deve ser magro na internet brasileira, apesar da crise econômica mundial, na avaliação da consultoria e-bit, o varejo eletrônico brasileiro deve faturar 1,35 bilhão de reais no período de 15 de novembro a 24 de dezembro, o que representa uma alta de 25% em relação ao faturamento de 1,08 bilhão de reais com as vendas do final de 2007.
A projeção para o ano é de que o e-commerce brasileiro movimente 8,5 bilhões de reais durante o ano de 2008, crescimento de 35% em relação ao ano anterior.
Opções mais amplas de parcelamento sem juros e preços geralmente inferiores devem pesar a favor das compras online, em relação ao varejo tradicional, aponta a avaliação da e-bit divulgada nesta terça-feira (11/11). A consultoria reforça sua afirmativa com dados do Programa de Administração de Varejo - Provar, que mostrou uma deflação de 1,99% em produtos vendidos online na 1ª quinzena de outubro.
Mesmo com a alta do dólar, a última pesquisa sobre Intenção de Compra do Consumidor, que engloba o último trimestre, realizada pelo Provar em parceria com a e-bit, revela que 39% dos consumidores pretendem comprar eletroeletrônicos, gastando até 850 reais em uma só compra, enquanto os produtos de Informática deverão representar 36% do total.
Cada vez mais as pessoas optam por usar a internet para fazer compras, e no Natal não será diferente. Apesar da crise econômica mundial, o comércio eletrônico deve continuar aquecido no Brasil.
Segundo dados da consultoria e-bit, o varejo online deve faturar, somente com as vendas natalinas, aproximadamente R$ 1,35 bilhão, gerando um aumento de 25% em relação ao R$ 1,08 bilhão registrado no mesmo período de 2007.
O varejo online no Brasil ainda possui um grande potencial a desenvolver, principalmente no período natalino, quando as pessoas não têm tempo para as compras em lojas de rua, ou têm pouca paciência para enfrentar filas em shopping centers, afirmou Pedro Guasti, vice-presidente de estratégia da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico.
Para Guasti, outros fatores também estimularão as vendas nesse período: O faturamento do Natal deve ser beneficiado com a injeção do 13º salário, com as promoções de final de ano, sem contar a possibilidade dos parcelamentos mais elásticos que o varejo tradicional oferece", avalia.
Mesmo com a alta do dólar, que deve resultar no aumento do preço de produtos (principalmente os importados, incluindo eletrônicos e computadores), o e-commerce ainda parece ser a melhor saída para quem vai fazer compras, já que os preços praticados na internet são tradicionalmente mais baixos.
Segundo dados do Provar/FIA (Programa de Administração de Varejo), os preços na web sofreram deflação de 1,99% na primeira quinzena de outubro.
As vendas do varejo eletrônico vão se manter aquecidas até o final do ano, mesmo com a elevação dos juros e a valorização do dólar, prevêem especialistas em e-commerce. A perspectiva de ausência de reajustes de preços, pelo menos até o Natal, vai compensar a piora nas condições de financiamento, afirmam analistas. A expectativa da e-bit, empresa de informações do setor, é de incremento de 35% nas vendas em 2008 sobre o ano anterior, ante 10% do varejo tradicional.
A professora do Programa de Administração do Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (FIA), Patrícia Vance, afirma que o maior número de lançamentos de produtos à venda na Internet, principalmente no último trimestre, acaba segurando os preços médios. Nessa época, há muitos lançamentos e queima dos estoques com promoções, explica Patrícia. O e-flation do Provar de outubro, que mede os preços na rede mundial de computadores, teve quedas nas categorias de cine e foto (-4,9%), eletroeletrônicos (-3,4%), informática (-0,7%).
O diretor geral da e-bit, Pedro Guasti, destaca que final do ano é responsável por aproximadamente 20% das vendas totais do ano na Internet, que vão atingir R$ 8,5 bilhões neste ano, na projeção do e-bit. "Não estamos blindados contra a cirse, mas temos agora a injeção do 13º salário e o Natal", avalia.
De acordo com Guasti, outro fator importante que vai impedir a alta dos preços na Internet é a concorrência no setor. O diretor-geral lembra que, neste mês de outubro, o Wal-Mart lançou seu portal de vendas na Web e que o Grupo Pão de Açúcar ampliou em R$ 40 milhões os investimentos em e-commerce até 2010.
As mulheres já se equiparam aos homens em compras de produtos nas lojas virtuais, em 50% a 50% do número de pessoas que fazem tal operação - chegando a ultrapassá-los em alguns meses deste ano segundo dados da e-bit. Em 2000, elas representavam 37% desse universo. Segundo a consultoria, esse número pode ser explicado pela rotina da mulher moderna, que trabalha fora, cuida da casa, das compras e ainda estuda. Conseqüentemente, essas consumidoras buscam ganhar tempo e dinheiro.
E, geralmente, encontram isso na rede, já que alguns produtos são mais baratos do que nas lojas tradicionais e não é necessário bater pernas em shopping para realizar a pesquisa de preços. Basta um clique.
A análise se baseia no crescimento da contribuição feminina para o rendimento familiar, que aumentou 56% no último censo de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), paralelamente à sua maior participação nas compras virtuais.
Mas, surpresa: as mulheres ainda gastam menos que os homens nessas compras virtuais. Enquanto eles gastam por compra, em média, R$ 375, elas gastam R$ 272.
O segredo está no tipo de objetos que preferem consumir. Enquanto os homens optam majoritariamente por artigos de informática e eletrônicos, as mulheres buscam livros, artigos de beleza e saúde e para cama, mesa e banho.
A biomédica Rafaela Arabe, 27 anos, comprou um telefone recentemente pela rede e também utiliza o meio para consumir eletrônicos e produtos de beleza, além dos livros da faculdade, que somente encontra em livrarias especializadas. Porém, diz que já diminuiu a freqüência por cautela. O pós venda às vezes deixa a desejar. Tive um problema com uma máquina digital, procurei o Procon e ganhei a causa, conta. Agora, só compro coisas que não dêem tanto trabalho, como secador de cabelo.
Os fatores que faz em com que Rafaela e outras consumidoras ouvidas optem pelo meio são sempre dois: preço e comodidade. Na internet tenho mais tempo para pesquisar e na loja não tem tudo, diz.
Há quem vá mais além. De livros até a compra de 20 itens apenas na mudança de apartamento, a assistente administrativa Cristiane Fernandes Araújo, 27 anos, não esconde sua predileção pela rede para adquirir objetos como ferro de passar , máquina de lavar, liquidificador, batedeira e jogo de lençol. ¿Há boas promoções. Costumo comprar em sites confiáveis, que podem oferecer a opção de entregar tudo em casa, sem frete e rapidamente.
A analista de sistemas Rosemary Zanatta, 36 anos, também elogia os negócios na rede, principalmente depois que sua filha, hoje com 2 anos, nasceu. Ela chega a comprar, em média, cinco itens por mês nas lojas virtuais. ¿Hoje faço compras no supermercado pela internet e compro brinquedos. Assim, uso mais meu tempo com coisas que têm realmente importância, como ficar com minha filha¿, completa.
Até a beleza tem endereço na rede. Rosemary também compra cosméticos profissionais, que não encontra em lojas e são mais caros nos salões.
Vendas do varejo eletrônico devem se manter aquecidas.
As vendas do varejo eletrônico vão se manter aquecidas até o final do ano, mesmo com a elevação dos juros e a valorização do dólar, prevêem especialistas em e-commerce. A perspectiva de ausência de reajustes de preços, pelo menos até o Natal, vai compensar a piora nas condições de financiamento, afirmam. A expectativa da e-bit, empresa de informações do setor, ligada à Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, é de incremento de 35% nas vendas em 2008 sobre o ano anterior, ante 10% do varejo tradicional.
A professora do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), Patrícia Vance, afirma que o maior número de lançamentos de produtos à venda na Internet, principalmente no último trimestre, "acaba segurando os preços médios". O último levantamento do e-flation, do Provar - que mede os preços na Internet -, mostrou deflação de 1,99% na primeira quinzena de outubro, na comparação com o mesmo período de setembro.
"Nessa época, há muitos lançamentos e uma queima dos estoques com promoções", explica Patrícia. O sócio-sênior e especialista em comércio eletrônico da consultoria Gouvêa de Souza
Estimativa da e-bit Informação cita 3,5 milhões de novos consumidores digitais para justificar aumento de 32% na receita anual.
O comércio eletrônico brasileiro deverá movimentar 8,5 bilhões de reais em 2008, crescimento de 35% em relação ao ano anterior, segundo projeção da e-bit Informação divulgada nesta quarta-feira (15/10).
A expansão tem relação direta com o aumento no número de consumidores que optam por comprar produtos pela internet, segundo a consultoria, citando 3,5 milhões de novos brasileiros que usaram o e-commerce entre janeiro e junho de 2008.
O aumento no número de consumidores se justifica, segunda a consultoria, pelo forte ritmo da inclusão digital durante o ano, responsável pela ascensão da Classe C na internet brasileira.
Segundo a e-bit Informação, o número atual de consumidores online no Brasil ultrapassa 11,5 milhões de pessoas, atraídas por preços mais baixos, logística facilitada e melhor capacidade de comparar preços.
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